O ministro das Finanças português, Fernando Medina, destacou esta semana na capital angolana, Luanda, o legado deixado pelo fundador do Grupo Nabeiro, o falecido empresário Rui Nabeiro, a nível económico, especialmente em Angola, onde reactivou e revitalizou a fileira do café e criou a marca Ginga.
Citado numa nota enviada à FORBES ÁFRICA LUSÓFONA, Fernando Medina, que visitou as instalações da fábrica de café situada na comuna do Kikolo, município de Cacuaco, na companhia do embaixador de Portugal em Angola, Francisco Alegre Duarte, onde constataram o programa de apoio à cafeicultura e ao crescimento da fileira do café, realçou a obra deixada por Rui Nabeiro em mais de 40 países.
“Rui Nabeiro deixa um legado muito grande a nível económico e deixa também uma nova geração à frente da empresa, com exemplo daquilo que ele foi enquanto empresário e enquanto homem que marcou a vida de milhares de pessoas por todo o país [Portugal] e fora de portas, como aqui vemos”, afirmou o ministro de Portugal aos jornalistas no final da visita.
“Rui Nabeiro teve sempre a preocupação de ficar ligado à sua terra, ficar ligado ao seu país, desenvolver a sua terra, o seu país, e preocupar-se com aqueles que podia apoiar em todos os momentos”, acrescentou.
O governante português manifestou satisfação com o trabalho realizado na fábrica e os projetos que tem para o futuro e os novos lançamentos que estão em marcha.
Por sua vez, o Director Financeiro da Angonabeiro, Carlos Gomes, disse que o grande objectivo da empresa continua a ser o crescimento da fileira do café, em Angola. “A Angonabeiro é uma empresa com vocação exportadora, que acredita no potencial de exportação do café angolano, uma actividade proveitosa ao nível da diversificação da economia”, afirmou.
Carlos Gomes disse ser pretensão da empresa continuar o cultivo no campo até à sua transformação e comercialização, para que o café angolano volte a ganhar o prestígio de outrora, tanto no mercado interno, como internacionalmente, onde a sua qualidade, frisa, é já reconhecida.
Na nota de imprensa, a Angonabeiro considera o mercado angolano como um dos mais importantes para o grupo Nabeiro, que tem concretizado investimentos constantes no país. Angola é o único país, à excepção de Portugal, onde o grupo tem fábrica, contando já com mais de uma centena de colaboradores.
*Adnardo Barros





