Apoio de Portugal a Moçambique acima dos 90 milhões de euros

O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, garantiu há dias, em Maputo, que o montante do próximo programa estratégico de cooperação 2022/2026, que funda a parceria entre os dois Estados lusófonos, terá um aumento de 40 % do conjunto das verbas dedicadas à acções e projectos que superarão os 90 milhões de euros. O governante português,…
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Os dois Estados lusófonos reforçaram as relações económicas com a assinatura de seis acordos de cooperação, no âmbito da V Cimeira Luso-Moçambicana.
O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, garantiu há dias, em Maputo, que o montante do próximo programa estratégico de cooperação 2022/2026, que funda a parceria entre os dois Estados lusófonos, terá um aumento de 40 % do conjunto das verbas dedicadas à acções e projectos que superarão os 90 milhões de euros.
O governante português, que falava em conferência de imprensa após a assinatura de diversos acordos de cooperação à margem da 5ª Cimeira Luso-Moçambicana, disse que o referido programa se incidirá nas área tradicionais como a saúde, educação, defesa e justiça.
“A assinatura do acordo para resolver as questões fiscais da escola portuguesa de Moçambique é um passo muitíssimo importante, mas onde também está o compromisso de Portugal apoiar o plano estratégico de educação de Moçambique”, referiu António Costa.
Por sua vez, o presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, avançou aos jornalistas que a cooperação está a trazer resultados concretos. “Assumimos que vamos continuar a privilegiar as parcerias público-privadas. Neste caso, o sector privado-produtivo precisa de ser facilitado por nós. A este respeito, fiz referência do pacote de medidas de motivação para acelerar a economia em Moçambique. Pensamos que Portugal é uma oportunidade e isso na consciência de que o sector privado é que pode dinamizar as nossas economias”, frisou o chefe de Estado moçambicano.
Moçambique é um dos nove países que integram a CPLP e com quem Portugal mantém laços históricos de cooperação económica. Este ano, com o aumento da produção agrícola, do alumínio e carvão, e ainda com o início da exploração do campo de gás coral, a expectativa é que o crescimento económico do país atinja os 4,2%.