A escritora, cantora, apresentadora e empreendedora angolana, Isabel Paula Cutana Carvalho, recebeu, em Lisboa, o Prémio Migrante, que reconhece o impacto dos projectos que vem desempenhando ao longo do tempo, principalmente nos últimos três anos em Portugal, nas áreas da literatura, música e Rádio, concretamente no programa Tudo Posso, um podcast online que passa no seu site (http://www.cutanacarvalho.com/).
Cutana recebeu o prémio durante uma cerimónia que decorreu a 15 de Setembro, na Assembleia da República portuguesa, onde foram distinguidas várias individualidades de outros países.
Em entrevista à FORBES ÁFRICA LUSÓFONA, Cutana Carvalho disse que sempre fez o seu trabalho com amor, disciplina, humildade e responsabilidade, com foco na transformação das mentes usando, as ferramentas da música, literatura, comunicação e outras.
“Não que não mereça, mas fui surpreendida pela positiva com este prémio. É com sentimento de gratidão e de amor no coração a Deus, aos meus pais pelas instruções deixadas, às pessoas que apreciam o meu trabalho, por quem me ajuda a tornar possível cada degrau que vou subindo. Não é apenas pelo prémio, as minhas palavras fazem-me refletir as duras decisões que tomei ao longo do percurso, e vou tomando”, sublinhou.
Para a cantora, o prémio vem aumentar as suas responsabilidades em continuar a trabalhar com mais rigor e qualidade. “Significa que devo continuar e que há espaço para quem sonha e busca realizar seguindo o caminho do bem. Significa também o reconhecimento de cada pessoa que me ajudou a somar e ajuda ao longo do processo”, considerou.
Sem dar muitos detalhes, Cutana Carvalho diz ter alguns projectos na mira, entre os quais um no ramo da moda, denominado “Koiso fashion”.

A viver em Portugal há pouco mais de três anos, a cantora nascida no município das Ingombotas, na capital angolana, tem promovido a sua arte nos mais variados canais de TV, Rádio e com várias participações em eventos culturais na região em que reside.
A&B, Soul Music e Guero Zouk são os estilos que a artista angolana diz sentir maior conforto em cantar, apesar de pretender experimentar outros estilos musicais.
Cutana Carvalho tem um Álbum gravado e lançado em 17 de Setembro de 2019 nas plataformas digitais, onde teve o prazer de trabalhar com várias produtoras como a David Production, Laurem Production e a Valam Home Studio.
A 11 de Fevereiro de 2022 lançou o seu primeiro livro no formato digital, intitulado “Sendo Eu”, e no dia 16 de Abril, do mesmo ano, fez o lançamento de um audiobook, uma obra de auto-ajuda que narra aspectos fundamentais ligados a origem de alguns problemas da vida adulta, e traz ferramentas para que se possa dar a volta por cima e passar a alcançar resultados significativos na vida, explica a autora.
Em Novembro de 2020 teve a sua estreia como apresentadora no programa “Tudo Posso”, um magazine com entrevistas, reportagens e “o melhor da música gospel internacional”. É ainda, desde Abril de 2015, responsável de um projecto intitulado ‘Actitude de um Adorador’, que visa apoiar, informar e realizar eventos ligados à obra de Deus.
A 26 de Maio do ano passado a cantora lançou o single “Aceita só como está”, tema que, conforme explica, espelha vivências relacionadas aos eventos da vida, “que por vezes parecem determinar um fim, mas que na compreensão de Deus compreende-se apenas como situações ocorrentes”. O single foi lançado em exclusivo no programa “Conversas ao Sul da RTP África.
As ambições da cantora vão muito mais além. O seu maior objectivo é motivar e contribuir para o desenvolvimento e mudança da vida das pessoas, “mudando a compreensão limitada que o ser humano tem a respeito de si mesmo e sobre a vida”.
Promovido pela Associação Lusofonia Cultura e Cidadania (ALCC), em parceria com a Assembleia da República portuguesa, o Prémio Migrante surge no âmbito da diversidade cultural e da “riqueza” que os imigrantes trazem para a sociedade portuguesa, incentivando a integração e a coexistência harmoniosa entre diferentes comunidades. O galardão busca ainda proporcionar um espaço de diálogo e troca de experiências entre migrantes e nativos, enfatizando a importância da solidariedade e do entendimento mútuo, promove o entendimento intercultural e destaca histórias inspiradoras de superação e contribuição à comunidade portuguesa.
A ALCC iniciou as suas actividades em 2000, através de um grupo de pessoas imigrantes e nacionais ,tendo sido constituída em 2007, com o propósito de promover a integração legal e social desta população. Desde então, procura buscar soluções para promover a inserção do imigrante na sociedade [portuguesa] e facilitar o seu acesso aos serviços necessários à sua sobrevivência, visando minimizar as dificuldades da população imigrante oferecendo, um conjunto de serviços gratuitos, tanto a nível individual como familiar.





